segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

# O INSTINTO RELIGIOSO INERENTE DO HOMEM.

Depois de serem acordados de seu sono pela aparição de Jesus transfigurado e acompanhado de Moisés e Elias, os três discípulos -- Pedro, Tiago e João -- reagem conforme o instinto religioso inerente ao homem. Adão e Eva tiveram uma reação semelhante no jardim do Éden, quando se viram nus: fizeram um cinturão de folhas para tentar cobrir sua nudez. Caim também tentou fazer algo: ofereceu a Deus o trabalho de suas mãos.

No caso de Adão e Eva, foi preciso que Deus sacrificasse um animal inocente para, com sua pele, cobrir a nudez deles. A oferta de Caim, do trabalho de suas mãos, foi recusada em detrimento da oferta de fé de Abel: o sacrifício cruento de um animal inocente. Desde então assim tem sido a história da humanidade: o homem sempre tentando fazer e dar algo para Deus, sem perceber que é Deus quem faz e Deus quem dá. Ao homem resta apenas a humilde posição de beneficiário da graça divina -- e que bendita posição!

O versículo mais famoso da Bíblia fala justamente destas duas coisas: Deus é o dador e sua dádiva foi o sacrifício de seu próprio filho: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:16). 

Mas o que tudo isso tem a ver com a reação dos discípulos diante de Cristo transfigurado? Veja o que Pedro diz: "Façamos três tendas...". Ele se sente na obrigação de fazer algo para Deus. "Mestre, é bom estarmos aqui", diz ele. "Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias" (Lc 9:33). Pedro não é capaz de apenas desfrutar da presença de Jesus em contemplação. Ele quer fazer algo e, o que é pior, colocar Moisés e Elias, meros servos de Deus, no mesmo nível de Jesus, o Filho eterno de Deus.

Quantas vezes você já viu capelas e altares edificados em homenagem a homens e mulheres por alguém que achou que fazendo assim agradaria a Deus? "Façamos três tendas", diz Pedro e isto não é diferente de dizer "Façamos três capelas" ou qualquer outra coisa que sirva para abrigar o Filho de Deus ou perpetuar nomes de meros servos de Deus. 

Pessoas de boas intenções gostam de homenagear os servos de Deus, mas é errado. Moisés e Elias são ocultos dos olhos dos discípulos por uma nuvem e os discípulos ficam só com Jesus. Uma voz do céu diz: "Este é o meu amado Filho; a ele ouvi" (Lc 9:35). A exaltação de homens não tem lugar nas coisas de Deus. Exaltar servos de Deus é um costume humano e nada tem a ver com as coisas de Deus. O correto é dizer como disse João Batista, quando viu a Jesus: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3:30).
A cena da transfiguração é significativa. Nela temos uma visão do reino futuro de Cristo, com o Rei no centro das atenções, acompanhado dos santos que estarão com o Rei em sua vinda. Os que passaram pela morte são representados por Moisés, e os que foram arrebatados ao céu, sem passar pela morte, são representados por Elias. Enquanto isso, Pedro, Tiago e João representam os santos que serão abençoados na terra durante o reino milenial de Cristo.

O comportamento destes três discípulos nos ensina como não agir na presença do Senhor. O versículo 32 de Lucas 9 diz que "Pedro e os seus companheiros estavam dominados pelo sono; acordando subitamente, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele". Infelizmente este sono de indiferença pelas coisas celestiais é comum entre os cristãos e muitos serão surpreendidos pela vinda do Senhor, algo que nem esperavam. Há tantas atrações nesta vida que muitos acabam perdendo o interesse pelos assuntos do céu. 

Moisés e Elias "falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém" (Lc 9:31). A morte e ressurreição de Jesus é ali o assunto do céu, mas não da terra. Quando abrimos no capítulo 5 de Apocalipse temos uma visão futura do céu e lá o assunto será eternamente o mesmo: o Cordeiro que foi morto e com o seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, língua e nação.

Paulo coloca a morte e ressurreição de Cristo como o centro de sua mensagem. No capítulo 15 da primeira carta aos Coríntios ele diz: "Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei... Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15:1-4).

Acaso é este o evangelho que hoje é pregado por aí? Nem sempre. A mensagem foi diluída ao ponto de se transformar em uma mensagem motivacional. O bem estar do ser humano nesta vida passou a ser o centro da mensagem e não o perdão de pecados e a salvação eterna. Os pregadores dão às pessoas o que elas querem: promessas de prosperidade material, saúde perene e felicidade nos relacionamentos. E isso costuma vir acompanhado de muitos decibéis de música e pirotecnia, não muito diferente de um show qualquer. Um evangelho sem o sangue do Cordeiro sacrificado e sem a ressurreição não é evangelho.

Mas quando o tema da morte e ressurreição de Cristo não é substituído por prosperidade, saúde e felicidade, outra coisa muito mais antiga e perniciosa toma o seu lugar: a superstição e o culto à personalidade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

# JOVENS APROVEITANDO OPORTUNIDADES

Caso você queira discordar com o que vou dizer agora, tudo bem, não ficarei chateado, mas uma grande verdade é que tem pessoas que estão diante de uma grande oportunidade da sua vida e acabam não enxergando, mesmo estando estampado isso na sua cara e é sobre isso que quero falar nesse tema, sobre aproveitar as oportunidades que muitas vezes estão diante de nosso nariz e não percebemos.

Vou usar o exemplo de Davi, pois ilustra bem o que quero dizer. Veja bem:
1 Sm 17,26 – “Então Davi perguntou aos soldados que estavam perto dele: – O que ganhará o homem que matar esse filisteu e livrar Israel desta vergonha?… 30 – Então Davi fez a mesma pergunta a outro soldado.
Porque será que Davi faz a mesma pergunta dois soldados? Pense um pouco. Pensou? Vamos a minha conclusão. Ele queria se certificar o que ganharia o homem que matasse Golias, ou seja, ele não era qualquer otário não, pois ele quis pesar o custo/beneficio dessa batalha; e aqui aprendemos algo bem legal. Muitas pessoas pregam sobre o Espírito de Deus que estava sobre Davi, mas se esquecem de pregar que Davi era muito esperto e oportunista, pois todos sabemos que o Espírito de Deus não toma ninguém a força e muito menos “baixa” sobre alguém.
Em outras palavras, o que quero dizer é que essa coragem e ousadia que Davi teve para enfrentar o gigante era dele mesmo, da sua própria personalidade, pois ele já tinha enfrentado situações semelhantes, diante do urso e do leão, por exemplo, e demonstrou a mesma coragem.A questão x desse tema é o oportunismo de Davi, pois ele teve diante dele uma grande oportunidade. Já pensou hoje você casar com a filha de um rei, cujo reinado se estendia por toda Israel. Bom, vamos também pensar então nas riquezas, na imunidade de impostos e outras tantas bênçãos que ganharia o homem que matasse Golias.
Ai você pode pensar. “Ah Adriel, agora tu pegou pesado, porque Davi não pensou em nada disso.” Quem te disse isso meu irmão? Usa esse cérebro abençoado ai e me responda então porque Davi perguntou a mesma coisa a dois soldados? Porque? Nesse momento, ele já tinha ouvido as afrontas de Golias e se fosse somente pela vergonha de Israel, ele não teria perguntado aos dois soldados a mesma coisa. Resumindo, Davi sobre aproveitar as oportunidades que apareceram diante dele. Ser genro do rei, ter imunidade de impostos e ser rico, “ahhh”, não era pra qualquer um não.
 Oportunidades também aproveitou o jovem  José >> Genesis 39.22 – “Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia.”
A vida de José também serve de exemplo para ilustrar o tema, aproveitando as oportunidades. Confesso que se fosse eu, não saberia o que fazer diante da situação que José viveu. Vamos pensar juntos. José era jovem, provavelmente virgem e muito viril (forte), ou seja, ele era um típico adolescente com todo gás. Agora pense o turbilhão de hormônios que José está vivenciando a cada dia. Seu desejo sexual crescendo cada dia mais. (ou você acha que José era assexuado?). Imagina agora a mulher do patrão dando em cima dele, uma mulher bonita, formosa e com todo gás também. Meu Deus irmão. Só Jesus. Vou mais além. Pense agora ele ser preso por ter sido fiel a Deus e ao seu patrão.

Pois bem, é aqui que quero chegar. Depois de passar por tudo isso, José teria algum prazer em trabalhar na carceragem? Se fosse eu e você talvez não, mas para José, o cara com visão de oportunidade sim, pois para ele missão dada era missão cumprida. Ele aproveitou todas as oportunidades que estavam ao seu alcance. Primeiro na casa de Potifar, depois na prisão, onde ele foi o chefe do PPE (Primeiro Comando do Egito), rsrs, brincadeira, e depois quando o Faraó lhe propôs a governança.

Agora vamos imaginar se na primeira oportunidade ele tivesse fracassado? Pois bem meu amigo. José era um visionário e enxergava as coisas muito além do possível. Ele sabia que tudo aquilo eram oportunidades que Deus estava lhe concedendo. Ou você acha que Deus dá algo de “mão beijada a alguém?”. Não que eu saiba. Deus sempre nos dá oportunidades de conquistarmos nossas bênçãos e isso depende apenas de nós mesmos. Conquiste sua bênçãos e aproveite as oportunidades que estão diante de você.

Para finalizar, uso as palavras do Pr. Silas Malafia que diz que todos temos várias oportunidades na vida, porém uma é a oportunidade de ouro, que faz uma mudança radical na sua vida. Então meu querido, é você quem deve enxergar essa oportunidade e agarrar com coragem e força. Claro que cada individuo possui oportunidades completamente diferentes, mas ilustro algumas que me vem na cabeça, só para ficar bem claro.

Exemplos: há jovens que desperdiçam um curso no exterior, enquanto que esse curso pode ser um diferencial enorme em sua carreira; há obreiros que negam novos projetos dentro de nossas igrejas pelo medo do fracasso e perdem uma grande oportunidade de serem usados nas mãos de Deus; essa é para os solteiros: há momentos em que uma determinada pessoa parece ideal para iniciar um relacionamento e você não faz por medo da rejeição e por fim perde uma grande oportunidade de ser feliz com àquela pessoa. Enfim, cada situação demanda outra situação.
Você deve estar atento e aproveitar as oportunidades que aparecem para você. Fique ligado meu amigo! Deus quer te abençoar, mas você precisa abrir bem os olhos. Fique com Deus                                    Por Adriel Lemos Jeronimo/ Fotos via Google por Antonio Carlos Pimenta