quarta-feira, 3 de maio de 2017

O PADRÃO DA LEI MORAL


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Creio na Bíblia como Palavra inteira de Deus que, através dos Dez Mandamentos, indicou o caminho para a vida a partir do povo hebreu (em 1250 a.C.). Foi um reinício da revelação divina, passando pelos mandamentos, pela monarquia, pelos santos profetas, pelo nascimento e vida de Jesus de Nazaré, a imagem plena de Deus; pela ressurreição de Cristo e pela proclamação dos apóstolos. Poderíamos então enumerar os objetivos do Decálogo para o povo hebreu, bem como para o mundo:

1. Para nunca mais haver escravidão;

2. Para a preservação da liberdade do povo;

3. Para os hebreus viverem a justiça de Deus e a comunhão com o próximo;

4. Para ser um povo organizado, tornando-se o sinal de Deus para o mundo;

5. Para uma comunidade organizada por Deus ser a resposta divina para o clamor dos povos;

6. Para o povo ser o anúncio do próprio Deus, a amostra daquilo que Deus quer para todo ser humano;

7. Para o povo viver a dimensão perfeita do amor a Deus e ao próximo.

As Escrituras dizem que Deus entregou a Lei a Moisés objetivando conservar a liberdade do povo hebreu. Jesus Cristo, o Seu Filho, não anulou a Lei de forma alguma, mas a completou e a reafirmou (Mt 5.17), dizendo mais: ”O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.29-31). Ora, esses dois grandes mandamentos são o resumo fiel do “Decálogo”.

O problema da lei hebreia, no tempo de Jesus, foram os maus doutores ensinarem os Dez Mandamentos ao povo, mas sem observá-los. Eles repetiam literalmente a letra, no entanto, matavam o “espírito” da lei (Mt 23.1-39). Os maus fariseus e escribas não se preocupavam com o clamor do povo, o sofrimento das pessoas e a necessidade espiritual do pecador. Simplesmente repetiam a lei como um mantra, mostrando um Deus irado, sem compaixão para com as pessoas. Da manutenção da liberdade, o povo judeu voltou à escravidão, agora não do Egito, mas a da religião sem Deus. Por isso a letra (a lei escrita) mata, mas o Evangelho, que é “espírito e vida”, vivifica o pecador (Jo 6.63; 2Co 3.6).

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